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19 de jul. de 2009

Superação

Um pombinho distraído limpando as penas, tomando sol depois da chuva, em frente ao Mosteiro de São Bento/São Paulo-SP (12/07/2009)

Foto: Marli Reis



Tenho escutado repetidas vezes esta palavra – superação - nesses últimos quatro dias como se algo mais fosse muito necessário aprender com ela, e aprendo. Superar agruras, descompassos, desavenças, indiferenças, o muro alto no caminho, as intrigas não reveladas, e o que não se compreende, mas se percebe como existente na dor. Superação passando pelo estágio avançado da dúvida, lançando-se nos braços da misericórdia, da quietude do sono, do acolhimento das manhãs silenciosas... Saber superar... Saber estar na vida por dentro do amor... O tamanho ou o tanto de força que é necessário empregar na superação varia, porém, quem mais emprega força, mais inspira outros a transpor os percalços das manhãs, tardes e noites quase sem fim. Quando o entendimento daquilo que precisa ser modificado surge, a solução bate a porta em seguida. Daí por diante é o futuro construído na conquista da percepção de como mudar.


É como chega esse entendimento abreviado do tanto que esta palavra pode representar!

14 de jul. de 2009

Limiar

"Mosteiro de São Bento, São Paulo/SP "
Foto: Marli Reis


Quantas pessoas lindas ao redor! Quando beleza encontrada nos gestos, no carinho daqueles que são gentis! Quantas pessoas no exercício da beleza diária, na solidariedade e insistente generosidade que faz feliz! Isso tudo não é viver às cegas, não, é perceber aqueles que fazem bem, realizam o bem, vivem bem na sinceridade, na força da humildade, no renascer, nas mudanças pela não desculpa das ações indevidas, incoerentes, mas carregam o poder da determinação e do olhar sem medo para dentro... Para aí perceber o certo e o duvidoso, o claro e o escuro, a direção a seguir.

6 de jul. de 2009

Cuide bem!

Foto: Marli Reis


O gesto benéfico e generoso realizado com intenções de preservação, harmonização, é benefício de mão dupla. Aquele que recebe o benefício pode distribuir por aí. Numa hora dessas, transborda! Pra quem beneficia fica um alento de que algo imprescindível se cumpriu. O ato de cuidar promove um aguçamento dos sentidos, contribui para se pressentir o que precisa se tornar concreto no palco da vida. É como numa dança, algumas vezes erramos, outras vezes, acertamos. Então, neste sentido, dançar faz bem!

12 de jun. de 2009

No garimpo...

"As histórias são bálsamos medicinais. Achei as histórias interessantes desde que ouvi minha primeira. Elas têm uma força! Não exigem que se faça nada, que se seja nada, que se aja de nenhum modo – basta que prestemos atenção. A cura para qualquer dano ou para resgatar algum impulso psíquico perdido está nas histórias. Elas suscitam interesse, tristeza, perguntas, anseios e compreensões que fazem aflorar o arquétipo, nesse caso o da Mulher Selvagem."

Do livro “Mulheres que correm com os lobos”, Clarissa Pinkola Estés, página 30.


" Num conto de fadas, os processos interiores são exteriorizados e se tornam compreensíveis tal como representados pelas personagens da história e por seus incidentes. Por essa razão, na medicina tradicional hindu, um conto de fadas que emprestasse forma a seu problema particular era oferecido para meditação a uma pessoa desorientada psiquicamente."


Do livro "A psicanálise dos contos de fadas", Bruno Bettelheim, página 34.


Quem já viu os olhos de uma criança diante de um conto de fadas? Quem já presenciou a expressão no rosto de uma criança diante da leitura de um conto de fadas? Reflexão deste tipo vale para a criança guardada no adulto como uma vivência singular, uma experiência passada, rememorada, ou no presente.