*




17 de ago. de 2010

Essas e outras

Natal/RN
Fotografia: Marli Reis

Aluguei um carro e fiz um passeio, esse aí da foto, vi cores, formas, natureza e criação. Só ainda não tinha escrito algo sobre o assunto de maneira específica, mas isso nem mesmo é específico, pode ser uma breve passagem por uma lembrança registrada em imagem, essa e outras...  Lembranças guardadas, como quem guarda uma generosidade transformada em ação, então guardei sem pretender reservar num canto de algum arquivo de um tempo deixado sem merecimento, não! Essas lembranças estavam destinadas à luz do dia, do momento presente, desse seu olhar...

17 de jul. de 2010

No garimpo...

 Outro olhar

Fotografia: Marli Reis

 

AS DUAS SOMBRAS

Olegário Mariano

Na encruzilhada silenciosa do destino,
Quando as estrelas se multiplicam,
Duas sombras errantes se encontraram.

A primeira falou: - Nasci de um beijo
De luz, sou força, vida, alma, esplendor.

Trago em mim toda a glória do desejo,
Toda a ânsia do Universo... Eu sou o Amor.
O Mundo sinto exânime a meus pés...
Sou Delírio...Loucura... E tu, quem és?

- Eu nasci de uma lágrima. Sou flama
Do teu incêndio que devora...
Vivo, dos olhos tristes de quem ama,
Para os olhos nevoentos de quem chora.

Dizem que ao mundo vim para ser boa
Para dar do meu sangue a quem me queira.
Sou a Saudade, a tua companheira
Que punge, que consola e que perdoa...

Na encruzilhada silenciosa do Destino,
As duas Sombras comovidas se abraçaram
E de então, nunca mais se separaram.
                                   


***

Um pouco de:

Olegário Mariano (O. M. Carneiro da Cunha), poeta, político e diplomata, nasceu em Recife, PE, em 24 de março de 1889, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 28 de novembro de 1958.
Sua poesia falava de neblinas, de cismas e de sofrimentos, perfeitamente identificada com os preceitos do Simbolismo, já em declínio.
Foi eleito, em 1938, pelos intelectuais de todo o Brasil, Príncipe dos Poetas Brasileiros.
Sua poesia lírica é simples, correntia, de fundo romântico, pertinente à fase do sincretismo parnasiano-simbolista de transição para o Modernismo.
(Fonte: bíblio - A Biblioteca Virtual de Literatura)


20 de jun. de 2010

No garimpo...


 Aratuba/Ce
Fotografia: Marli Reis

Quem é você realmente, viajante?

Todas as tradições têm seus místicos e todas as práticas sinceras podem levar à revelação da unidade.
(...)
Há uma história sobre um eremita taoísta que transmite com humor a verdade da unidade. Uma delegação formal do templo confuciano resolveu visitar esse eremita e pedir seu conselho . Chegando sem aviso à sua cabana, ficaram escandalizados ao vê-lo totalmente nu. "Por que está meditando na sua cabana sem as calças?", perguntaram. "O mundo inteiro é minha cabana", disse ele. "Minhas calças são esta sala. Eu é que quero saber o que vocês estão fazendo nas minhas calças."
(...)
O mundo é a nossa cabana. Sabemos que dividimos o ar que respiramos com os carvalhos e pinheiros das florestas, que a água que bebemos desce das nuvens, em forma de chuva, antes de entrar em nossas células. Tudo que somos ou possuímos é um presente que nos foi dado pela totalidade da qual viemos e para a qual voltamos. A mente e o corpo não são separados. Graças à compaixão natural e ao senso de justiça que os vislumbres da unidade despertam, começamos a tratar as outras partes de nós mesmos - tudo o que existe - com sabedoria. Despertando para unidade, descobrimos que temos o mesmo sobrenome das montanhas, dos córregos e das sequóias (sequoias).

Jack Kornfield, do livro Depois do êxtase, lave a roupa suja/ como o coração fica mais sábio no caminho espiritual, capítulo 6.

***

Uma releitura feita por mim nesse domingo em tempos de Copa do Mundo. E por falar nisso, minha bandeira balança lindamente na varanda! Abraços a todos que passam por aqui!
*

6 de jun. de 2010

No garimpo...

Para Aratuba/Ce
Fotografia: Marli Reis

 As Duas Flores


Castro Alves

São duas flores unidas,
são duas rosas nascidas
talvez no mesmo arrebol,
vivendo no mesmo galho,
da mesma gota de orvalho,
do mesmo raio de sol.
Unidas, bem como as penas,
das duas asas pequenas
de um passarinho do céu...
como um casal de rolinhas,
como a tribo de andorinhas,
da tarde no frouxo véu.
Unidas, bem como os prantos,
que em parelha descem tantos
das profundezas do olhar...
como o suspiro e o desgosto,
como as covinhas do rosto,
como as estrelas do mar.
Unidas... Ai! Quem pudera
numa eterna primavera
viver, qual vive esta flor:
juntar as rosas da vida
na rama verde e florida,
na verde rama do amor!
"Antônio Castro Alves - Um dos maiores poetas braileiros, nasceu em Curralinho, Estado da Bahia, a 14 de março de 1847 e morreu a 6 de julho de 1871, (...) genial poeta romântico do Brasil." (Fonte: Livro de Maximiano A. Gonçalves, Língua Pátria, 31ª ed, 1965)

29 de mai. de 2010

No garimpo...

Lua, vista da varanda numa tarde em Fortaleza/CE
Fotografia: Marli Reis 


O PLANETA TERRA...
QUE FASCINA!

A Terra é o terceiro dos planetas principais do sistema solar, em ordem crescente das distâncias do Sol. Situa-se entre Vênus e Marte. Gira sobre si própria, com movimento quase uniforme, em torno de um eixo que passa por seu centro de gravidade, enquanto circula em redor do Sol, em órbita elí­ptica. O eixo médio dessa órbita mede aproximadamente 149.500.000 km. Sua massa: 6 x 1021 toneladas. O estudo de certas radioatividades naturais permitiu fixar aproximadamente a idade da Terra em 4,5 bilhões de anos.
(Fonte: www.dicionárioweb.com.br)


***

Gosto muito de pensar a respeito disso, sempre desperta um sentido de participação, uma percepção mais acentuada do tempo e espaço, um modo de olhar melhor para mim. Compartilho...



9 de mai. de 2010

No garimpo...

 Nascer do sol, em Fortaleza.

Fotografia: Marli Reis

 

O PLENO E O VAZIO

Carlos Drummond de Andrade

Oh se me lembro e quanto./ E se não me lembrasse?/ Outra seria minh'alma,/ bem diversa minha face./

Oh como esqueço e quanto./ E se não esquecesse?/ Seria homem-espanto,/ ambulando sem cabeça./

Oh como esqueço e lembro,/ como lembro e esqueço/ em correntezas iguais/ e simultâneos enlaces./ Mas como posso, no fim,/ recompor os meus disfarces?/

Que caixa esquisita guarda/ em mim sua névoa e cinza,/ seu patrimônio de chamas,/ enquanto a vida confere/ seu limite, e cada hora/ é uma hora devida/ no balanço da memória/ que chora e que ri, partida?

Fonte: do livro Corpo, 2ª ed, 1984 - meu querido livro!-)

Biografia sucinta: Carlos Drummond de Andrade (Itabira, 31 de outubro de 1902Rio de Janeiro, 17 de agosto de 1987) foi um poeta, contista e cronista brasileiro.(...)Drummond, como os modernistas, proclama a liberdade das palavras, uma libertação do idioma que autoriza modelação poética à margem das convenções usuais. Segue a libertação proposta por Mário de Andrade; com a instituição do verso livre, acentua-se a libertação do ritmo, mostrando que este não depende de um metro fixo (impulso rítmico). Se dividirmos o Modernismo numa corrente mais lírica e subjetiva e outra mais objetiva e concreta, Drummond faria parte da segunda, ao lado do próprio Mário de Andrade.
(Fonte: WIKIPÉDIA)

1 de mai. de 2010

Para quem passar...

 Nascer do sol, em Fortaleza.
Fotografia: Marli Reis



Eu contemplo o mundo
onde o sol reluz;
onde as estrelas brilham,
onde as pedras dormem,
onde as plantas vivem
e vivendo crescem;
onde os bichos sentem
e sentindo vivem;
onde já o homem,
tendo em si a alma
abrigou o espírito.
Eu contemplo a alma,
que reside em mim..
O Divino Espírito
age dentro dela,
assim como atua 
sobre a luz do sol.
Ele paira fora na amplidão do espaço
e nas profundezas da alma também.
A ti eu suplico
ó Divino Espírito,
que bênçãos e forças
para o aprender,
para o trabalhar,
cresçam dentro de mim.


                                         Rudolf Steiner

***
Algumas vezes encontro em livros umas pérolas, então penso em compartilhar por aqui com os amigos que passam... E eu mesma quando volto à página sinto uma alegria por ter deixado aqui a beleza de alguém, neste caso, um olhar de Gudrun Burkhard no livro TOMAR A VIDA NAS PRÓPRIAS MÃOS, onde a autora lá pela página 60 finaliza o capítulo com o verso acima, falava do "despertar da alma infantil para o mundo". Grata à vida por isso!!! Grata a vocês que passam!!!

14 de mar. de 2010

A amizade e o medo.

 Bonina, um presente de amizade.
Fotografia: Marli Reis

 *

Pensei, li e pensei, que para as pessoas serem amigas houvesse necessidade da comunicação (a fala, o olhar, a confiança, entre outras ligações de convivência), mas existe o medo, medo da política, medo da economia, simplesmente o medo. Entretanto, não é sobre o medo essa mensagem, é sobre a amizade que aprende a vencer o medo. 

Porque esta postagem teve início nesta tarde calma de domingo, onde os sinos tocam suavemente... Os sinos que coloquei próximo à janela, a mesma por onde vejo os pássaros voando... A sensação de parar sentada e ficar a ouvir... Tantos sons que seguem a musicalidade dos sinos... Isso completa  o quadro  pintado, inicialmente, no que vejo. Os sinos me acompanham, a reflexão sobre a amizade e o medo também. Aceitável o medo quando a amizade principia, o reconhecimento e as alegrias ainda não viraram saudade, quando isto acontecer, apenas a amizade e o amor  continuarão unidos, numa fortaleza de gigantes. 

Boa tarde de domingo a todos que passam por aqui!
*
Amizade (do latim amicus; amigo, que possivelmente se derivou de amore; amar, ainda que se diga também que a palavra provém do grego) é uma relação afetiva, a princípio sem características romântico-sexuais, entre duas pessoas. Em sentido amplo, é um relacionamento humano que envolve o conhecimento mútuo e a afeição, além de lealdade ao ponto do altruísmo.
(...)
A amizade pode ter como origem, um instinto de sobrevivência da espécie, com a necessidade de proteger e ser protegido por outros seres. Alguns amigos se denominam "melhores amigos". Os melhores amigos muitas vezes se conhecem mais que os próprios familiares e cônjuges, funcionando como um confidente. Para atingir esse grau de amizade, muita confiança e fidelidade são depositadas.
(Fonte de pesquisa: WIKIPÈDIA)

15 de fev. de 2010

Folia

Reisado apresentado na Universidade Federal do Ceará
Foto: Marli Reis



Equilibrar as forças do pensar, sentir e agir, sem dúvida, neste momento, é um bom exercício para o silêncio em tempos de carnaval, porque algumas folias podem ser realizadas com o auxílio dos desfiles que acontecem na alma. Lá vai o abre alas do perdão, logo em seguida uma parada pelos domínios da prudência, bem na atmosfera da alegria vem saltitando as calmarias da simplicidade, somado a isso, o alívio do fluxo intenso dos pensamentos pela noite toda, sono bom. Entretanto, a extroversão é também boa de ver na criatividade e cores das fantasias veiculadas na TV, extroversão combinada com música, dança, arte. Paramos todos para o merecido olhar diferenciado apreciando o que se pode ver fora dos intrincados roteiros da alma, ou ainda observando o que se passa justamente onde  outros não podem ver, as veredas do espírito. Em alguns momentos, deixei-me conduzir pela folia do trigo, pão de todo jeito, isso enche a gente de força, gratidão e alegria!



4 de fev. de 2010

Esse mundo

 
Foto:Marli Reis 



Tenho pensado que minhas fotos se repetem com variações  a partir do próprio movimento dos dias ou das horas, é o universo que me rodeia! Tenho pensado que vou aqui registrando e postando... Algumas pessoas - belas! - passam e comentam, o que me alegra, claro! Afinal é para os olhos dos outros que a gente posta, também serve como exercício da palavra, palavra sentida, certeza da  ligação com tudo que  se movimenta a minha volta. Fica legal quando a gente olha a foto e imagina o contexto... Fica legal quando a gente posta e imagina os caminhos que a postagem vai percorrer... Bem, essa é outra possibilidade para permanecer no mundo virtual e conhecer outros que também circulam, percorrem caminhos por aqui...

19 de jan. de 2010

Agora é hora

 Caqui, e sua estética.
Foto: MR


Abrir os órgãos de percepção e de mais amor em proteção angelical, obter êxito e caminhos iluminados para se encontrar na inspiração os sentidos da honestidade, cuidar dos pensamentos, do coração e o espírito se encontrar na proteção como via de mão dupla, pelo que busca e fala, pelo que acha e ouve. Sim, tempos solidários, de despertar, de comunhão, de significados que trazem alento, brandura, todas essas características de quem verdadeiramente provoca um encontro com a essência pelo simples fato de existir, de querer compreender tantas lacunas, e preencher o presente com o possível, com o que se tem para a conclusão da felicidade. Pelo que se tem ao alcance das mãos. Agora é hora de agradecer...

10 de jan. de 2010

No garimpo...


Entardecer em Fortaleza/Meireles
Foto: Marli Reis



Prece dos Sinos Vespertinos




Admirar o belo,

preservar o vero,

venerar o nobre,

decidir o bem:

conduz o homem,

na vida, a objetivos -

no agir, para o justo,

no sentir, para a paz,

no pensar, para a luz -

e o ensina a confiar

na presença divina

em tudo o que há:

na amplidão do Universo,

no fundo da alma.



R Steiner

(Do livro: Poemas e Pensamentos/Reflexões para o nosso tempo)



*

Bem que esse entardecer - registrado na foto - combina com esses versos, ou será o contrário?! O fato é que a mim, um lembra o outro, algo da imagem e das palavras se misturam e reverberam. Os detalhes disto são complacentes, entretanto, pode ser apenas parte de uma visão individual, considerando que a foto faz parte de uma observação num momento circunstancial. Compartilho por aqui ...


30 de dez. de 2009

Espontâneo

Frutos
Foto: MR


E tudo mais passará! Outro ciclo, outra história, outros sentidos! E assim, vai passando esse tempo - tempo bom! - e com ele, as receitas renovadas de como fazer mais doce e saudável o pão nosso de cada dia! Ingredientes de amor não pode faltar, serenata de silêncios não pode faltar, quietude entre as páginas do livro - aquele tão indicado! - também não pode faltar. Assim, tecemos a saudade do que ficou no ano que termina, renovamos esperanças para o bem comum, espontaneamente.

Feliz Ano Novo aos amigos do blog e aos visitantes!!!
Obrigada pelo que aprendi!


20 de dez. de 2009

Festa


"Visão da janela"
Foto: MR




Aproxima-se o Natal... Já vivi outros tempos... Mas esse tempo é bem mudado, mudam os gostos, mudam as ruas, mudam os prédios, mudam as casas, as residências, mudam as pessoas. As crianças ficam em alegria! O sentido espiritual prevalece. Algo ecoa de tão longe e emite ondas de amor! É percebido, já não somos os mesmos. Se não temos o hábito do silêncio, da reserva de tempo para meditar, recebemos a vibração de amor ao redor. É contagiante... A esperança vai acomodando seus laços de proteção. Tanta beleza!!! Enquanto a Terra gira, amorosa, acolhedora, leve no ar, no céu nosso de cada dia! A experiência da paz. Salve o "Rei"!


27 de nov. de 2009

Formas

Depois de uma experiência de pintura com carvão, inspiração para fotografar a luz.
Foto: MR


Não há muito o que escrever, gostaria somente de fazer um registro breve dessa imagem que me possibilita tantas reflexões... Gosto tanto de imaginar tudo que a luz "esconde"! A singularidade dos raios concentrando nosso olhar!

19 de nov. de 2009

No garimpo...

(Uma imagem usada na Organização Brahma Kumaris, "um ponto de luz".)
Foto: MR


Avaliação

"Temos medo de tentar algo novo porque temos medo de falhar. Mas quando percebemos que não existe insucesso, experimentamos a liberdade da expressão criativa. Sempre que tentamos algo, recebemos sinais que demonstram se nossa tentativa funcionou ou não. Geralmente pensamos em desistir do processo quando deveríamos tomar fôlego e verificar os componentes de nossa tentativa. Que partes funcionaram e que partes não funcionaram? Então é só alterar as partes que não funcionaram. Nada de falhas, apenas uma avaliação."

Caroline Word, As Sete Chaves da Transformação.


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Bem, sobre não existir insucesso pode mesmo ser uma questão de nomenclatura. De uma maneira ou de outra, vale fazer uma avaliação diante de algo que pode se tornar melhor a partir de um novo modo de ver, de pensar e de fazer. As vezes o que lemos passa a ter um sentido para o contexto em que estamos inseridos naquele momento, por isso torno acessível neste espaço esse resumo sobre a importância de avaliar.

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5 de nov. de 2009

Enquanto a Terra gira.


Teto do Mosteiro de São Bento/São Paulo
Foto: MR


Mover
Caminhar
Comprar
Falar
Cancelar
Ligar
Limpar
Copiar
Rezar
Seguir
Tirar
Inscrever
E tantas outras tarefas para o dia. Dia de luz, dia em dança, dança das horas, horas do dia apoiadas na noite, noite de calma, calma conquistada, horas adoçadas de néctar de orvalho em pétalas de rosas, e com o olhar voltado para o que acontece ao redor, e tudo tecido com a mais desejada ponderação que às vezes faz o dia parecer mais largo e a noite mais silenciosa, mas apenas parece ser, não chega a se tornar palpável, e tudo passa, vai passando enquanto os dias deixam as marcas em tantas histórias. Que marcas? Variadas. Para quem vasculha os cantos, catinhos do céu, próximos ao coração, as possibilidades de encontros com as mais variadas formas de ser, de sentir, de contemplar, de calar diante da amplidão dos limites da percepção enquanto a Terra gira...

20 de out. de 2009

No garimpo...

Avendia Beira Mar/Fortaleza-CE
Foto: Marli Reis



"Eis o admirável fruto cognitivo da Ciência Espiritual: proporcionar força e firmeza à vida, e não apenas a satisfação do desejo de saber. A fonte onde esses conhecimentos haurem sua força para o trabalho e a confiança para a vida é inesgotável. Ninguém que uma vez se tenha aproximado realmente dessa fonte sairá, ao recorrer repetidamente a ela, sem estar fortalecido."

"Porventura se pretende que a gota d'água retirada do mar seja o mar, ao dizer que ela é da mesma essência ou substância que o mar? Querendo-se usar uma comparação, pode-se dizer que o eu se relaciona com o Divino do mesmo modo como a gota d'água com o oceano. O homem pode encontrar em si um elemento divino porque seu ser primordial foi extraído do Divino."

(Do livro A Ciência Oculta - Esboço de uma cosmovisão supra-sensorial, Rudolf Steiner, páginas 40 e 54, 4ª edição. 1998, Editora Antroposófica)

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Compartilho aqui esses pensamentos para que se possa juntar a outros pensamentos, fomentar uma reflexão nesses âmbitos de possibilidades.

25 de set. de 2009

Fazer cessar


Avenida Beira-Mar, Fortaleza/CE
Foto: MR

Hoje rendo meu embaraço. Quero que o desembaraço seja através da jornada. Nada de histórias de ausências. E agora o que importa é o pedido de sonhos reveladores da transformação. Do estar aqui, diante de tudo, diante da respiração, de toda luz e sombra na face do tempo. Vou pintar um quadro, deixar os raios do entardecer guardados na imagem do lado direito da porta. As cores na presença do que o olhar alcança. Quase uma prece.

7 de set. de 2009

No garimpo...

Quixadá/CE
Foto: MR



"A maioria de nós esqueceu como sonhar. Trocamos a capacidade criativa por segurança. As mudanças atuais são o despertador universal nos convidando para lembrar os sonhos e as esperanças. Este é o momento de perceber que além de nós existe uma inteligência muito mais ilimitada atuando. Ela irá superar nossas expectativas, se confiarmos nela. Quanto mais nos lembramos do sonho, mais alerta ficaremos diante das coincidências e sincronicidades que nos levam em direção a ele."

( Do livro A PAZ DE TODO DIA, Sonho, página 126/Caroline Ward )

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Tenho vivido dias que me levam a encontrar alguns livros e pensamentos relacionados ao meu momento circundante. Bem propício para uma reflexão os pensamentos acima, é o que continuo a fazer, e por aqui compartilho com aqueles que passam por esses "nossos" caminhos virtuais.

Observar o ciclo do dia de forma desapegada, nestes últimos três dias, tem sido uma vivência de confirmação da existência dessa "inteligência muito mais ilimitada atuando". Por esse simples acontecimento, algo se acrescentou, ainda indescritível, mas confortante e singular.

23 de ago. de 2009

Perdoar e esquecer

Praia do Futuro, Fortaleza/Ce
Foto: Marli Reis


Para perdoar é necessário esquecer? Primeiro, bom refletir sobre a seguinte questão: qual é a idéia que temos da palavra perdão e da palavra esquecer? O que vem a nossa mente quando pensamos nessas palavras? Perdoar é ter aceitação? Perdoar á amar incondicionalmente? Antes mesmo de entendermos o significado do perdão é necessário compreendermos como funciona nosso "eu" ( ou alma, ou espírito, ou psique). O eu interage com o intelecto (no sentido da sabedoria), que por sua vez está relacionado aos processos de decisões, julgamentos, discriminações, intuição, vontade, também está relacionado aos hábitos, tendências, comportamentos, personalidade, memória, valores. Outra parte desse processo é a imaginação que se relaciona com os pensamentos, sentimentos, emoções, idéias e desejo, e ainda outra relação com o corpo através dos órgãos auxiliares na comunicação com o meio externo: ouvidos, boca, olhos, nariz, pele. Bem, de volta a primeira pergunta, o que temos é um conjunto de interações que dependem também com o que acontece ao redor. Perdoar pode ser simples ou complexo, ou ainda um pouco de cada dentro dos processos do conhecimento individual, a maneira de alcançarmos um bom relacionamento com o perdão pode depender do quanto acessamos a nossa essência e do quanto permitimos que os acontecimentos sejam regidos por ela, bem que ouvi pessoas amigas falando a respeito, a questão seguinte pode ser como fazermos isso acontecer? Essa é outra etapa para outra reflexão. É o que me vem, depois de ouvir pessoas generosas compartilhando suas experiências de entendimento sobre o assunto. Aqui fica algumas breves reflexões para mim em eco.

13 de ago. de 2009

O silêncio

Em Natal/RN
Foto: Marli Reis


O que desejamos realmente para o percurso de nossas vidas? O que sentimos como faltante? O que transborda? É simples viver? Do que depende essa percepção? Essa decisão de aquietar a mente, de buscar a experiência do eu individual no encontro com o eu eterno faz parte do processo de viver o silêncio? Esta última pergunta bem poderia ser - também - uma afirmação. Sabemos, intelectualmente, intuitivamente ou através da experiência, que pelo silêncio é possível o aprofundamento do sentimento da paz. Nessa conexão, a plenitude da existência percorre a realidade da vida prática. Quero continuar.