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12 de jun de 2009

No garimpo...

"As histórias são bálsamos medicinais. Achei as histórias interessantes desde que ouvi minha primeira. Elas têm uma força! Não exigem que se faça nada, que se seja nada, que se aja de nenhum modo – basta que prestemos atenção. A cura para qualquer dano ou para resgatar algum impulso psíquico perdido está nas histórias. Elas suscitam interesse, tristeza, perguntas, anseios e compreensões que fazem aflorar o arquétipo, nesse caso o da Mulher Selvagem."

Do livro “Mulheres que correm com os lobos”, Clarissa Pinkola Estés, página 30.


" Num conto de fadas, os processos interiores são exteriorizados e se tornam compreensíveis tal como representados pelas personagens da história e por seus incidentes. Por essa razão, na medicina tradicional hindu, um conto de fadas que emprestasse forma a seu problema particular era oferecido para meditação a uma pessoa desorientada psiquicamente."


Do livro "A psicanálise dos contos de fadas", Bruno Bettelheim, página 34.


Quem já viu os olhos de uma criança diante de um conto de fadas? Quem já presenciou a expressão no rosto de uma criança diante da leitura de um conto de fadas? Reflexão deste tipo vale para a criança guardada no adulto como uma vivência singular, uma experiência passada, rememorada, ou no presente.

Um comentário:

Rosana Mauro disse...

Olá,
Me interessei pelos dois livros. Não li nenhum deles, mas pelas citações eles se complementam. Eu entendi que tanto os processos interiores são exteriorizados num conto, como um conto aflora o que há no interior.
Eu cofesso que sou totalmente criança diante de um conto de fadas.
beijos